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Se eu parar de tomar Mounjaro (tirzepatida), engordo de novo?

No principal estudo sobre isso, quem parou o Mounjaro (tirzepatida) recuperou boa parte do peso perdido. Veja o estudo e por que parar é com o médico.

3 min de leitura4 fontesRevisado em 27/10/2026

Neste artigo
  1. O estudo que testou parar o Mounjaro
  2. Como o estudo foi feito
  3. O que aconteceu
  4. Isso vai acontecer comigo?
  5. O que a diretriz brasileira diz
  6. E como se para?
  7. Pensando em parar? Converse antes

Na média, sim: no principal estudo sobre o assunto, quem parou o Mounjaro (tirzepatida) recuperou boa parte do peso que tinha perdido. Mas tem contexto, e ele importa.

O estudo que testou parar o Mounjaro

O nome é SURMOUNT-4. Ele está descrito na bula aprovada pela Anvisa e foi publicado em 2024 numa revista médica americana, a JAMA.

Antes de olhar o resultado, veja quem fez e como:

  • Quem pagou: a fabricante do remédio. Ela também ajudou a desenhar e conduzir o estudo.
  • Onde: em 70 centros de quatro países: Argentina, Brasil, Taiwan e Estados Unidos. Ou seja, não é um estudo brasileiro, embora o Brasil tenha tido centros no estudo.
  • Quem participou: 783 adultos com obesidade, ou com sobrepeso e mais algum problema de saúde ligado ao peso, como pressão alta. Quem tinha diabetes tipo 2 ficou de fora.
  • Quanto durou: 88 semanas, quase um ano e oito meses.

Como o estudo foi feito

Foram duas fases.

  1. Primeiras 36 semanas: todo mundo usou o remédio, até chegar à maior dose que cada um tolerava.
  2. As 52 semanas seguintes: 670 pessoas foram sorteadas em dois grupos. Metade continuou com o remédio. A outra metade trocou, sem saber, para placebo (uma injeção sem remédio).

Nas duas fases, todos foram orientados a comer menos calorias e se mexer mais.

O que aconteceu

Segundo a bula, quem continuou com o remédio manteve a perda de peso e, na média, continuou perdendo.

Já no grupo do placebo, a bula descreve “um reganho de peso corporal substancial”. Em palavras simples: na média, o grupo recuperou boa parte do que tinha perdido.

Um detalhe que a bula também registra: mesmo assim, o peso médio de quem foi para o placebo terminou abaixo do peso do começo do estudo.

E não foi só o peso. O artigo do estudo conta que, em quem trocou para placebo, boa parte da melhora nos fatores de risco do coração e do metabolismo também se perdeu.

Isso vai acontecer comigo?

Não dá para saber. Esses resultados são médias de um grupo, não uma previsão para cada pessoa.

E o estudo tem limites, que os próprios autores apontam:

  • Só seguiu para a segunda fase quem aguentou uma das duas doses mais altas do remédio. Esse grupo pode não representar todo mundo.
  • Depois do sorteio, a dose não podia ser ajustada.

O que a diretriz brasileira diz

A Abeso, sociedade brasileira de obesidade, chega a uma conclusão parecida. Ela diz que recuperar peso “é comum” depois de parar os remédios para obesidade.

A diretriz diz que, como na pressão alta e no diabetes, o bom resultado do remédio depende de continuar usando. Ela também pede que o médico explique que o remédio pode precisar ser contínuo para a maioria das pessoas.

E diz mais: hoje não há estudos sólidos de outra estratégia para manter o peso perdido sem o remédio.

E como se para?

A bula não traz regra de redução aos poucos nem diz por quanto tempo usar. Ela prevê que, se o peso não baixar o esperado depois de alguns meses na maior dose que a pessoa tolera, o médico avalie se vale continuar.

O que ela diz com todas as letras é: não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Pensando em parar? Converse antes

Qualquer que seja o motivo, ele merece ser ouvido. Leve a sua dúvida para a consulta. O médico conhece o seu caso e ajuda a planejar o próximo passo, com ou sem o remédio.

Conteúdo educativo. Não substitui consulta. Quem decide o tratamento é o seu médico.

Este texto foi escrito com ajuda de inteligência artificial e revisado contra as fontes listadas abaixo.

De onde veio cada informação

  1. Bula da tirzepatida (Mounjaro, Lilly) para o profissional de saúde, caneta de uso único, seção 2 (estudo SURMOUNT-4), aprovada pela Anvisa (CDS12FEV26; histórico até 13/05/2026)
  2. Bula da tirzepatida (Mounjaro, Lilly) para o paciente, caneta de uso único, seção 6, aprovada pela Anvisa (CDS12FEV26; histórico até 13/05/2026)
  3. Aronne LJ e colegas. JAMA 2024;331(1):38-48, estudo SURMOUNT-4 (pago pela Eli Lilly; feito na Argentina, Brasil, Taiwan e EUA)
  4. Abeso, Diretriz Brasileira de Tratamento Farmacológico da Obesidade, 5ª edição, 2026

Revisado em 27/10/2026 por equipe VytaSlim. Como trabalhamos.