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Mounjaro (tirzepatida): quem não pode tomar?

A bula do Mounjaro (tirzepatida) tem dois casos de contraindicação e outros em que diz para não usar ou pede cuidado. Veja tireoide, pressão e vesícula.

4 min de leitura3 fontesRevisado em 27/10/2026

Neste artigo
  1. Os dois casos em que o Mounjaro é contraindicado
  2. E quem tem problema de tireoide?
  3. E quem tem pressão alta?
  4. E pedra na vesícula?
  5. Outras situações que o médico precisa saber
  6. Quem bate o martelo é o médico

Pela bula, não pode usar o Mounjaro (tirzepatida) quem tem alergia grave ao remédio e quem tem câncer medular de tireoide (pessoal ou na família) ou uma síndrome chamada NEM2. Esses são os dois casos em que o remédio é contraindicado. E há outras em que a bula diz para não usar ou pede cuidado.

Os dois casos em que o Mounjaro é contraindicado

Contraindicação é a palavra técnica para “este remédio não é para você”.

  • Alergia grave à tirzepatida ou a qualquer componente da fórmula. Já houve reações graves, como anafilaxia (alergia forte) e angioedema (inchaço repentino sob a pele).
  • Câncer medular de tireoide, em você ou em alguém da família. Ou NEM2 (neoplasia endócrina múltipla tipo 2), uma síndrome genética rara que causa tumores em algumas glândulas.

E quem tem problema de tireoide?

A contraindicação vale só para o câncer medular e para a NEM2.

Em ratos, a tirzepatida aumentou um tipo de tumor da tireoide. Em humanos, não se sabe se isso acontece.

Por isso, a bula pede para conversar com o médico sobre alguns sinais:

  • caroço no pescoço;
  • dificuldade para engolir;
  • falta de ar;
  • rouquidão que não passa.

Notou algum deles, ou tem nódulo na tireoide? Fale com o médico.

E hipotireoidismo, hipertireoidismo ou remédio de tireoide? A bula não fala deles. Pergunte ao médico.

E quem tem pressão alta?

Pressão alta não está entre as contraindicações. Mas isso não é liberação: quem avalia é o médico.

A bula cita a pressão alta como exemplo de problema de saúde ligado ao peso. Para controle do peso, junto com dieta e atividade física, o remédio é indicado para adultos com IMC a partir de 30, ou a partir de 27 com um problema assim.

A queda da pressão é um efeito comum nos estudos de controle do peso. E a bula não manda mudar remédio de pressão: ela pede cautela com remédios tomados pela boca em geral, e quem acompanha isso é o médico.

E pedra na vesícula?

Também não é contraindicação, nem liberação. Aparece nas advertências.

Nos estudos, houve casos de pedra e de inflamação na vesícula. Tem alguma doença da vesícula? A bula pede para avisar o médico.

Outras situações que o médico precisa saber

Nestas situações, a bula pede para avisar o médico. Em algumas, ela diz para não usar:

  • Já teve alergia grave (anafilaxia ou angioedema) com outro remédio para diabetes ou da família do GLP-1 (como a semaglutida, do Ozempic e do Wegovy, ou a liraglutida, do Victoza e do Saxenda). A bula pede para contar ao médico.
  • Já teve pancreatite (inflamação do pâncreas). O remédio não foi estudado nesses casos e pede cautela. Se houver suspeita de pancreatite durante o uso, a bula diz para parar o remédio e avisar o médico. Se for confirmada, o remédio não deve ser reiniciado.
  • Doença grave do estômago ou do intestino, como a gastroparesia grave (estômago que esvazia devagar demais). A bula diz que não é recomendado.
  • Gravidez ou plano de engravidar. Para controle do peso, não deve ser usado na gravidez. No diabetes tipo 2, só se o benefício justificar o risco. Quer engravidar? A bula pede suspender o remédio pelo menos 1 mês antes, combinado com o médico.
  • Amamentação. Só se o benefício para a mãe justificar o risco para o bebê.
  • Menos de 18 anos. A bula só cobre o diabetes tipo 2, a partir dos 10 anos. E só foi estudado em quem pesa 50 kg ou mais.
  • Usa insulina ou sulfonilureia (um tipo de remédio para diabetes). O risco de açúcar baixo no sangue aumenta.
  • Retinopatia diabética (problema de vista causado pelo diabetes). A bula conta que a melhora rápida do açúcar no sangue pode piorar a vista por um tempo.
  • Depressão ou pensamento suicida, agora ou no passado. Se surgir ou piorar durante o uso, ou se o humor mudar de um jeito estranho, fale com o médico na hora.
  • Cirurgia com anestesia ou sedação. O remédio faz o estômago esvaziar mais devagar, e houve casos de conteúdo do estômago indo para o pulmão durante a anestesia com remédios da mesma família. Avise antes.
  • Problema grave de rim ou de fígado. A experiência é limitada e pede cuidado.
  • Toma anticoncepcional em comprimido e tem sobrepeso ou obesidade. A bula pede outro método ou camisinha junto nas primeiras 4 semanas e por 4 semanas após cada aumento de dose.

E conte ao médico todos os remédios que você toma.

Quem bate o martelo é o médico

Nenhuma lista substitui a consulta.

Não comece, não pare e não mude o tratamento por conta própria. A exceção que a bula traz: reação alérgica ou suspeita de pancreatite durante o uso. Nesses casos, pare e avise o médico na hora.

Conteúdo educativo. Não substitui consulta. Quem decide o tratamento é o seu médico.

Este texto foi escrito com ajuda de inteligência artificial e revisado contra as fontes listadas abaixo.

De onde veio cada informação

  1. Bula da tirzepatida (Mounjaro, Lilly) para o paciente, caneta de uso único, seções 1, 3, 4, 6 e 8, aprovada pela Anvisa (CDS12FEV26; histórico até 13/05/2026)
  2. Bula da tirzepatida (Mounjaro, Lilly) para o profissional de saúde, caneta de uso único, seções 4 e 5, aprovada pela Anvisa (CDS12FEV26; histórico até 13/05/2026)
  3. Anvisa, "Medicamentos agonistas GLP-1 só poderão ser vendidos com retenção da receita", 16/04/2025 (nomes comerciais)

Revisado em 27/10/2026 por equipe VytaSlim. Como trabalhamos.